Na grande maioria dos casos, o proprietário é o maior problema que um animal tem para realizar seu parto. As fêmeas precisam de um ambiente calmo, seguro e confortável para tal.

A duração normal para um parto é de cerca de 12 horas de pródromos (preparação) e mais umas duas horas por filhote. Ao nascer cada filhote, as fêmeas mesmo cuidam de seus filhos, lambendo-lhes e ingerindo não apenas as placentas como também os líquidos aminióticos, o que é muito importante para a reposição de eletrólitos.

O cordão umbilical a mãe mesmo corta. Se você quiser, após passada a correria do parto, aplicar um álcool iodado não fará mal. A caudectomia para as raças que cortam o rabo é feita nas primeiras 24 horas, e deve seguir um padrão específico para cada raça.

Após a consulta neo-natal, é recomendado que o filhote retorne à clínica veterinária aos 15 dias para dar início ao tratamento pediátrico.


Da mesma forma que humanos, os animais estão sujeitos a ataques e convulsões. As principais causas são: intoxicações, infecções, infestações, doenças genéticas, acidentes, ou simplesmente uma questão idiopática. 

Embora de aspecto repugnante, uma convulsão em si não é motivo de emergência, mas pode causar emergências, quando, por exemplo, o animal se ferir em uma queda ou mesmo mordendo a própria língua. A hemorragia pode ser séria.

A melhor providência é a de se colocar um pedaço de madeira, como um cabo de vassoura, na boca do animal, entre os dentes incisivos superiores e inferiores, e evitar que estes fiquem próximos a barrancos, degraus, desníveis, puxando-os pelo rabo a um local seguro.

Jamais introduza a mão na boca de um animal em convulsão, quer seja ele da espécie canina ou humana. No ato da convulsão, não existe consciência, ele não o reconhecerá, e poderá inclusive amputar-lhe o dedo. O mesmo pode se dar a animais sedados.

Depois destas providências, deixe o animal em paz. Quanto maior o silêncio e a quietude, melhor.


Queimaduras podem ser por temperatura (calor ou frio), ou por agentes químicos como um ácido, soda cáustica ou similares. 

– Para queimaduras por frio, nada como um bom “escalda pé”, ou seja, manter a região imersa em uma água morna, ou tão quente quanto seu dedo mínimo possa suportar. 

– Para queimaduras por calor, nada se ropriet a uma meia hora de água corrente (não muito forte) escorrendo na lesão. 

– Para os caso de produtos químicos, água em abundância é a melhor solução, e quanto mais cedo melhor. Não economize água, utilize muita água mesmo. Deixe a água correr.

Nestes casos devemos tomar o máximo cuidado pois trata-se de ferimento muito doloroso, após a limpeza inicial, se necessário, pegue compressas de gaze, umedeça-as com vaselina líquida para não grudar e aplique sobre o local afetado.


Verifique se o animal está engasgado com um corpo estranho (veja engasgo).

Se o animal não estiver respirando, coloque-o em uma superfície firme com o lado esquerdo para cima. Cheque o batimento cardíaco colocando seu ouvido no peito do animal. Para localizar o ponto certo , dobre gentilmente a pata dianteira até que o “cotovelo” encoste nas costelas. Este é o ponto ideal para detectar os sons cardíacos.

Se o coração estiver batendo mas o animal não estiver respirando, feche a boca do animal, ponha sua mão bem próximo ao focinho, para dar firmeza, e sopre diretamente no nariz dele e não na boca até que você veja o tórax se expandindo. Repita de 12 a 15 vezes por minuto.

Ao mesmo tempo, se não houver batimentos cardíacos, faça massagem cardíaca. O coração se localiza na metade inferior do tórax, atrás do “cotovelo” da pata dianteira esquerda.

Coloque uma mão por debaixo do animal para aparar o tórax e coloque a outra mão por cima do coração. Faça compressão do coração gentilmente. Gatos e cães muito pequenos podem receber a massagem cardíaca através da compressão do tórax entre o polegar e os demais dedos da mão (* finja que vai pegar um livro em uma prateleira, a maneira que seus dedos envolverão o livro é como seus dedos devem envolver o tórax do animal). Faça a massagem cardíaca 60 vezes por minuto, ou seja, uma vez por segundo e alterne com a respiração artificial.


Um corte pode não ser muito profundo mas sangrar bastante, principalmente se atingir uma artéria. Nestes casos o sangramento será muito mais perigoso do que o corte em si e devemos tratar de roprie-lo. Aqui o repouso é sempre indicado.

Comprimir o ferimento e mantê-lo assim pode ser uma boa opção, A compressão tampa os vasos rompidos, diminui a velocidade da hemorragia e facilita a coagulação. 

Gelo: o frio também comprime os vasos facilitando o estancamento.

Torniquete: no caso da hemorragia ser em uma pata, ou rabo, primeiro veja se é possível lavar o local. Após lavado, coloque uma gaze embebida em vaselina e enfaixe buscando pressionar levemente. Existem hemorragias que não vão parar, neste caso faça, com muito cuidado, um torniquete.

Produtos em pó, como: pó-de-café ou borra de café, açúcar, farinhas, nunca devem ser utilizados, pois podem causar uma infecção e gangrena levando o animal a perder a pata ou até pior.


Aproxime-se do animal calmamente para evitar uma mordida. Coloque uma mordaça (qualquer ser vivo, quando em dor extrema, morderá qualquer pessoa se o toque desta lhe causar mais dor ou medo) mas cuidado para não apertar demais e dificultar a respiração do animal.

Limpe os ferimentos com muita água limpa. Cubra os ferimentos grandes e abertos para que permaneçam limpos. Os ferimentos causados por mordidas geralmente infeccionam e precisam de cuidados profissionais.

Fale com o seu veterinário.





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