Facilmente contraída, a verminose se mostra um verdadeiro vilão para seus pet, sua ação sigilosa aliado a sua ausência de sintomas nos primeiros períodos de infecção dificultam seu tratamento preventivo.

Essa doença possui diversos veículos de contaminação, desde alimentação com restos de carnes cruas e infectadas, ao permitir que seu pet explore o lixo de sua casa, com água imprópria para consumo e ou até mesmo no contato com outros animais que estejam infectados.

É interessante salientar que esta doença não ataca somente cães já debilitados e não raramente cachorros saudáveis possuem vermes em quantidades que naquele momento não apresentam riscos para a saúde do animal. Portanto é imprescindível manter atualizada a carteira de vacinação do seu animal. Além de manter em dia a vermifugação do seu cachorro: é ideal que mensalmente seu cão consuma algum tipo de vermífugo. A ingestão pode ser dar através de pílulas misturadas na comida ou até mesmo diretamente ao animal.

Talvez a maior dificuldade em erradicar esta doença esteja na desatenção por parte dos donos sobre esta doença, ainda mais em um país em que a maioria dos criadores trata os cachorros como bichos selvagens.

Veterinários alertam que os vermes são encontrados não somente no estômago, mas também nos pulmões, rins, fígado e até no coração, portanto para garantir a saúde do seu animal de estimação não se esqueça de vermifugá-lo com frequência. Dê atenção redobrada aos filhotes, que são muito mais sensíveis a esta contaminação.

Por Fernando Setoue


Trata-se de um problema comum entre cães e se for bem cuidado, não há maiores problemas. A maior causa são parasitas externos, como pulgas e piolhos. Outra causa é a má alimentação.

Alguns cães apresentam manchas na linha superior do pescoço, na garupa e nos flancos. Surge inicialmente uma mancha úmida e a pele fica avermelhada e inflamada – o cão procura lamber-se constantemente.

O tratamento pode ser tanto externo como interno. Procure mudar a dieta. Raspe o pêlo em volta da região afetada e limpe a região com um pouco de algodão embebido em solução anti-séptica.

Tendo enxugado bem a área, aplique uma pomada tópica à base de óleo de oliva e um pouco de parafina ou querosene. Nos casos mais rebeldes o veterinário deve ser consultado para um tratamento mais eficaz.


Os cães mais velhos, mesmo que bem tratados, podem padecer deste mal. Se, porém, um cão jovem desenvolver esta dolorosa moléstia, a causa geralmente está num canil molhado ou no fato de o animal ter dormido sobre o chão frio.

O cão fica dormente e chora de dor quando tenta levantar-se da posição em que está. Calor e conforto são essenciais e caso as dores sejam fortes e persistentes, convém consultar um veterinário


Os cães de raça são mais suscetíveis aos problemas de pele que os cães SRD. As causas nem sempre são muito claras, existem, no entanto, duas causas muito comuns, que podem ocorrer isoladas ou em dependência uma da outra.

A primeira é de fundo alérgico e a segunda está na presença de ectoparasitos, que são sarnas provocadas por ácaros e quando tratadas a tempo são de cura fácil. Assim, em casos de suspeita, deve-se recorrer ao veterinário.


A Catarata é a doença do olho, que vem a afetar o cristalino causando sua opacidade e modificando sua estrutura. Pode ser classificado segundo sua localização, a época do aparecimento e o grau de evolução.

Para que seja detectada devemos notar em nosso animal mudanças em sua movimentação, passando a andar de modo diferente e por vezes tropeçando. Pode tornar-se agressivo ou medroso e pode haver modificação da cor da pupila tornando-se branca.

Algumas formas de Catarata evoluem rapidamente. O tratamento depende muito do caso. Pode ser através de medicamentos com vitaminas ou até através de cirurgia, o que geralmente dá certo, dependendo da gravidade do caso.


A artrose é uma doença crônica, degenerativa e que afeta as articulações das patas traseiras e da coluna vertebral do animal. Dependendo da gravidade, poderá ocorrer redução da mobilidade.

A causa real da doença é desconhecida. Caracteriza-se pela degeneração da cartilagem articular e pode ser primária ou secundária. No primeiro caso caracteriza-se pela ausência de um fator desencadeador inicial enquanto no segundo caso é consequência de um episódio agudo de artrite, que é inflamação na articulação. O sintoma mais evidente é o animal passar a mancar.

O veterinário procurará através de exames de radiografia revelar as lesões provocadas pela doença. O tratamento é difícil e exige paciência e dedicação dos donos que devem tratar seu animal com exercícios, regime alimentar e precauções contra frio e umidade. Podem ser ministrados analgésicos e anti-inflamatórios. Em alguns casos a intervenção cirúrgica é necessária.


O Câncer é uma doença que pode ser mortal. Trata-se da proliferação desordenada de células causando danos ao funcionamento dos órgãos. O local mais comum que a doença atinge é o pulmão. Geralmente aparece em animais mais velhos e determinadas raças são mais acometidas que outras. 

Nem todo o tumor detectado no animal é câncer, porém os benignos devem ser retirados para não virem a se tornar malignos. Uma vez que detectada a doença, pode ocorrer metástase, ou seja, uma célula do tecido ou órgão doente se instala e multiplica em outros órgãos através da corrente sangüínea.

Os sinais do câncer variam com o tipo de tumor, mas o mais comum é a perda repentina de peso. Não há como prevenir e o diagnóstico é feito através da retirada e análise da massa tumoral, o que chamamos de biópsia. Também pode-se fazer exames de raio X, ultra-sonografia e exames de sangue.

No caso de ser detectado nas fases iniciais, o câncer no animal pode ser tratado e o tumor retirado cirurgicamente antes de ocorrer a metástase. O tratamento depende do tipo de tumor e do estágio da sua evolução. Pode ser tratado com medicamentos ou cirurgia. Em alguns casos se usa radioterapia ou quimioterapia.


A Parvovirose é uma das viroses mais conhecidas e contagiosas para cães domésticos. O seu primeiro caso foi constatado em 1978 nos Estados Unidos. Ataca principalmente os cães mais jovens, pois são os que possuem menos imunidade. Causada por um vírus que se combina com outros levando o organismo a passar por infecções. Classificada como zoonose, acomete homens e animais, mas aos primeiros não é de tanta gravidade. 

A doença se estabelece principalmente no aparelho digestivo e o animal se torna sonolento e sem apetite e pode apresentar vômitos, tosse e conjuntivite. Além do estômago, se inflamam também os intestinos, fígado e outros órgãos. Com a evolução da doença, os intestinos inflamam-se fortemente e também o coração é atingido, principalmente quando o cão é jovem, causando morte repentina devido à rápida evolução do quadro.

Para a prevenção existe vacina específica. Pode ser aplicada em fêmeas gestantes, mesmo que as mesmas já tenham tomado uma dose, pois isso virá a aumentar sua imunidade e passar através da placenta imunidade aos filhotes. Esta imunidade também será passada através do leite materno após o nascimento da cria. A primeira dose da vacina pode ser ministrada após o desmame entre 45 e 60 dias de vida. As re-vacinações são anuais.

Quando detectada a doença, o animal deve ser isolado de outros animais. O veterinário indica o tratamento e uma desinfetação do ambiente onde vive o animal também é aconselhável, devido à resistência do vírus.


A Obesidade, ou seja, o peso excessivo, assim como no homem, no animal também encurta a vida ou cria condições para o estabelecimento de várias moléstias, além de diminuir o potencial reprodutor de qualquer macho ou fêmea. Na maioria dos casos, os animais não fazem muito exercício e comem demasiadamente, inclusive guloseimas e alimentos calóricos.

O método de mudar este quadro é bem fácil, se ocorrer com seu animal, procure alimentá-lo com pequena quantidade de comida, uma dieta leve e procure levá-lo a fazer exercícios.

Caso não dê resultado, consulte um veterinário para que seja verificado se não se trata de problemas hormonais, o que deve ser tratado com medicamentos. Nada disso se aplica aos filhotes, que estão em fase de crescimento e é saudável que seja gordinhos, pois virão a emagrecer naturalmente assim que crescerem.


Os sintomas da Gastrite são vômitos freqüentes, sede excessiva e diarréia. No caso de existirem estes sintomas, procure manter seu animal quieto e aquecido. Ofereça-lhe pequenos cubos de gelo para lamber, mas não lhe dê água para beber.

Caso o veterinário aconselhe, é interessante oferecer-lhe uma clara de ovo levemente batida (sem chegar a fazer espuma), misturada com um pouco de água. Não lhe deve ser oferecida comida sólida até o veterinário prescrever a volta gradual a uma leve dieta.


Trata-se de um efeito colateral que se segue ao aparecimento de várias moléstias viróticas, como: Cinomose, Hepatite ou Lasptospirose. O cão desenvolve um “tique nervoso”, que por vezes em uma das pernas, no maxilar ou na cabeça.

Qualquer sintoma nervoso deste tipo é sério, já que é difícil de curar e geralmente progride, quando a única solução é o sacrifício do animal. Normalmente o quadro abrange convulsões e neste caso os prognósticos são ainda mais tristes. Em situações benignas, sedativos podem ajudar e muitas vezes o animal supera o problema.


São comuns os problemas de rins entre os cães. Os sintomas são urina escassa, tentativas freqüentes de urinar sem sucesso e incontinência.

A temperatura do cão pode subir, seu dorso arquear e ele fica parecendo sempre estar muito infeliz. Por vezes pode ocorrer de sair um pouco de sangue na urina e o cão também pode apresentar muita sede.

Não há o que fazer em casa nestes casos, deve-se entrar em contato com o veterinário para mais detalhes.


A Raiva ou Hidrofobia é uma doença infecciosa provocada por um vírus que se localiza principalmente no sistema nervoso central, provocando uma encefalite fatal. Atinge cães, gatos e outros animais, como macaco, rato e morcego. Pode ser transmitida ao homem por mordedura ou lambedura.

O animal infectado a partir da mordida de outro animal raivoso pode desenvolver a doença em 10 dias ou até 8 meses depois. O período de incubação é em média de 21 a 60 dias. A Raiva se manifesta de duas formas diferentes, a furiosa e a paralítica e podem ser detectadas por alguns sinais:

Furiosa: causa inquietude, nervosismo e tendência a atacar. Tendência a morder, modificações no latido, e dificuldade para engolir. O quadro se agrava com o estado do animal sempre alerta, passando a ter contrações musculares involuntárias, crises convulsivas, paralisia, coma e morte.

Paralítica: ausência de inquietude, nervosismo e tendência a atacar. O cão afasta-se de todos, oculta-se e logo aparecem piores sinais, como a paralisia da parte posterior do corpo e a morte em 3 ou 4 dias.

Os cães também podem vir a falecer desta doença sem nem mesmo aparecerem os sinais.

Não existe tratamento específico contra a Raiva quando a doença é detectada. Existe sim a vacina anti-rábica, que deve ser ministrada nos animais anualmente para que esta doença fatal seja evitada.


Esta doença também é conhecida como bicheira e sua transmissão é através de larvas e moscas que se instalam em lesões de pele ou oculares e causam a destruição gradativa do tecido podendo aumentar a lesão e produzir odor desagradável.

Atinge animais domésticos e pode ser prevenida com cuidados nos animais que estiverem com ferimentos leves ou profundos. NUNCA o dono do animal deve medicá-lo em casa, o que pode tornar o quadro irreversível ou causar lesões bem mais graves.


Esta é uma doença que vem causando grande polêmica em nosso país. A mesma atinge cães, não tem cura e é transmissível, o que está fazendo com que nossos governantes sejam a favor do extermínio dos animais considerados positivos.Diversas campanhas estão se instalando pelo Brasil a fim de impedir o extermínio dos cães.

A maior delas é: “Acabem com os mosquitos! Não com os cães!”. A doença é transmitida através da picada de mosquito e mesmo não tendo cura, pode-se oferecer boa qualidade de vida e até longevidade aos animais infectados. O período de incubação varia de 2 meses a 6 anos.

Muitos dos animais não apresentam sinais, mas os mesmos são doença de pele, emagrecimento, apatia, febre, problemas renais e outros.


Existem diversos tipos de sarna, alguns menos freqüentes, mas são dois os mais comuns: Sarna Sarcóptica é produzida pelo ácaro do gênero sarcoptis, que escava partes da pele.

As lesões iniciam nos membros, depois pelo corpo e por último atingem a cabeça. É transmissível a outros animais e também ao homem. O tratamento é simples e rápido com a utilização de medicamentos e cuidados com a higiene tanto do animal quanto do local freqüentado por ele.

Sarna demodécica ou Sarna negra, é produzida pelo ácaro do gênero demodex. Há discussões sobre o contágio à outros animais, mas não contagia o homem. Inicialmente atinge a cabeça, geralmente ao redor dos olhos, parecendo o contorno de óculos, estende-se pelo resto da cabeça, pelo corpo e finalmente membros. Ao contrário do outro tipo de sarna, esta é séria e de difícil tratamento.


Vermes em animais são comuns e também muito fáceis de tratar. Tanto em filhotes quanto em animais adultos ministra-se medicamentos vermífugo com doses indicadas para cada idade e peso.

Caso haja infestação de vermes o caso complica, mas não é irreversível. Há danos como perda de peso, crescimento tardio e predisposição à outras doenças.

Os sintomas da presença de vermes são barriga abaulada, olhar triste, arrastar o bumbum no chão, magreza, fezes moles e até mesmo vermes visíveis nas fezes do animal.

Os donos devem prestar muita atenção nestes sintomas e consultar o veterinário de sua confiança, para que este indique as datas para administração do vermífugo adequado para seu animal.


Pode ser chamada também de verme do coração e é mais comum do que se imagina. A transmissão é através do mosquito. A doença atinge cães e gatos, mas estes últimos em bem menor escala, seu organismo é mais resistente. Os sinais em cães são tosse, cansaço, falta de resistência e até perda de consciência.

Atinge mais os machos e geralmente cães de grande porte, como Pastor Alemão e Boxer. Alguns dos sinais em gatos são tosse, dificuldade na respiração, diarréia, vômito, falta de apetite e perda de peso.


Convulsões são atividades anormais do cérebro, desencadeadas por um grupo de neurônios com descargas elétricas alteradas. São classificadas de acordo com sua apresentação e podem ser leves ou generalizadas. Causam perda ou alteração de consciência e movimentos ou alterações musculares envolvendo o corpo todo ou parte dele.

A doença chamada Epilepsia acomete homens e animais e é caracterizada pela repetição freqüente de convulsões. As convulsões são desencadeadas por qualquer distúrbio no cérebro e as causas mais comuns são anomalias de nascença, traumatismos, intoxicações ou tumores. Caso não haja causa evidente, a convulsão é chamada de idiopática.

O tratamento indicado geralmente é através de medicamentos que venham a inibir as convulsões, os anti-convulsivos, quando estas são freqüentes. Cada caso deve ser analizado pelo veterinário para mais precisas informações e tratamento específico.


A presença de muco nos olhos pode ser sinal de uma das moléstias caninas altamente infecciosas, e o paciente deve ser isolado, tornando-se imediatamente a sua temperatura. Se estiver normal, isto pode significar que o cão saiu num vento forte ou deixaram-no viajar com a cabeça para fora do carro.

A temperatura acima de 38,5 pode indicar problemas. Alguns cães sofrem de conjuntivite crônica, de modo algum associada a moléstias viróticas. Banhos freqüentes com uma solução salina (1 colher de chá para 0,5 litro de água) podem ajudar.

Seque a superfície em volta dos olhos com um chumaço de algodão. Olhos que lacrimejam constantemente podem ser banhados com chá frio filtrado. Uma pomada oftálmica também pode ser útil e, caso o problema não seja superado, consulte um veterinário.


Pode causar crises de bronquite uma simples deitadinha no molhado ou a umidade no canil ou na cama do animal. Também causa, a mudança brusca de um local aquecido à um muito frio.

O animal precisa de tratamento veterinário, mas a providência que pode ser tomada pelo dono é fazer uma fricção no peito do animal com qualquer preparado de cânfora, como o “Vick Vaporub”.

Pode-se também providenciar uma inalação com vapor e manter o animal em um local aquecido com uma dieta leve.


A Anemia é um conjunto de sintomas caracterizados pela diminuição da porcentagem de hemoglobina na circulação sangüínea. Manifesta-se sob a forma de palidez das mucosas orais e genitais e às vezes a urina passa a ter coloração diferente.

São vários os tipos de Anemia, como a Hemolítica, a Anemia por perdas e a Anemia de origem medular, mas a mais freqüente nos animais domésticos é a do tipo Hemolítica, já que uma de suas causas, a doença chamada babesíase, é transmitida por carrapatos.

Para saber qual o tratamento, é necessário consultar um veterinário, que através de exames de sangue descobrirá o tipo de Anemia e dirá qual o tratamento adequado. Os exames realizados pelo veterinário são chamados de quantitativo, pois determinará o número de glóbulos brancos, vermelhos e a taxa de hemoglobina e o qualitativo, que procura a presença de parasitas.





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